A História do Carnaval Brasileiro

Vamos conhecer a história do carnaval brasileiro? O carnaval é uma festa popular que acabou se vinculando diretamente a história e a cultura brasileiras. Frevos, a escola de samba, grupos, saem voluntariamente à rua e marcam simbolicamente o começo do ano em todo o território brasileiro.

Mas se você acha que o carnaval nasceu pronto e foi sempre igual, você está profundamente enganado!

Por mais que o carnaval seja uma festa bem terrena e totalmente gravada no dia-a-dia dos brasileiros, ela nasceu ligada à igreja católica.

A História do Carnaval Brasileiro

Em 604, o Papa Gregório 1º determina a criação de 40 dias de privações. É famosa quaresma. Já os fiéis, resolveram aproveitar esses dias que antecediam a quaresma, quaresma essa que implicava em passar os 40 dias sem comer carne ou gordura, os fiéis decidiram então, comer muita carne. Por isso o nome “carnivale”, que do italiano quer dizer adeus à carne.

Pra vocês entenderem como é antigo o carnaval, os primeiros relatos de marchas de carnaval no Brasil datam de 1553 e ocorreram em Pernambuco.

Junto com o carnaval, também vieram personagens muito bonitos, como o Zé Pereira, que é um personagem de perna comprida e brincalhão, que foi, de alguma forma, transplantado de Portugal pra cá.

Também os ritmos foram mudando. A primeira forma musical do carnaval não foi o samba, mas foi a polca. Outros ritmos, aos poucos, foram se incluindo na festa, um frevo por exemplo, que é um ritmo muito animado, quase uma marchinha e que faz tremendo sucesso no Recife.

A primeira marchinha feita no Brasil foi criada por uma mulher: Chiquinha Gonzaga, que era professora de piano. Ela foi a primeira dirigente de orquestra e ela realizou uma marcha muito conhecida, chamada “Abre Alas”, no momento em que ela estava tendo um romance com um Português. Ela que já tinha 52 anos e já era avó.

A marchinha dizia o seguinte: Ôo abre alas que eu quero passar…”

Era uma marchinha, portanto, que chamava a atenção por esse lado bastante subversivo do carnaval. É muito interessante que tenha sido uma mulher que se destacou nesse aspecto.

Por sinal, a primeira mulher e a primeira pessoa que defendeu os direitos autorais no Brasil!

O samba nasceu na Bahia, lá para o final do século 19. Mas ele se popularizou pra valer no Rio de Janeiro. O primeiro samba foi criado por donga em 1916 e se chamava “Pelo Telefone”.


O samba carregava uma dose muito grande de irreverência e outra de subversão. Como ele misturava ordem e desordem, o carnaval foi se organizando. Por exemplo, a primeira escola de samba se chamava “Deixa Falar” e foi criada em 1928 no Rio de Janeiro. Já o bloco mais antigo foi criado em Pernambuco no ano de 1931. O bloco se chamava “O homem da meia-noite”. Na Bahia, foi em 1951 que se criaram os famosos trios elétricos.

Também não é possível dizer que havia total igualdade na festa de carnaval, como ainda não existe. Na década de 60, Ataulfo Alves, um sambista que era também engraxate e também marceneiro, criou sambas inegavelmente maravilhosos. Mas, criou também, sambas que conformaram o estereótipo perverso da mulata.

Basta citar dois: o “Requebra da mulata” e outro que se chama justamente “Mulata assanhada”.

Nas décadas de 80 e 90 foram apresentados o momento da criação dos blocos afro, primeiro na Bahia, depois começou a se espalhar um pouco mais pelo Brasil, que representa uma importante contribuição das nações de origem africana, de matriz afro brasileira a essa festa.

Enfim, essa festa está espalhada pelo país todo e ela representa um momento de suspensão, um momento de parada nas nossas diferenças de sexo, de gênero, de raça, nas nossas diferenças do dia-a-dia e também nas nossas diferenças num momento político.

No entanto, num país de cultura machista e misógena, como é o caso do Brasil, é preciso tomar lá os seus cuidados, justamente por conta da cultura do estupro vigente no nosso país.

Segundo o anuário brasileiro de segurança pública, no Brasil se registra uma média de um estupro a cada 11 minutos. Portanto, a liberdade pede também vigilância cidadã.

É hora de aproveitar a festa, mas sem prejudicar os demais!

Gostou de conhecer a a história do carnaval brasileiro?

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