Quem Ama Cuida (Linda Reflexão De Vida)

Quem ama cuida? Essa é uma linda reflexão de vida narrada pelo Gilson Souza que vale cada minuto assistido. Convidamos você a prestar atenção e compartilhar com seus amigos!

Com certeza você já ouviu o ditado: “Quem ama cuida!”. É um ditado muito claro e muito válido e que também nos traz uma lição de que cuidados são exatamente os cuidados de não nos colocarmos em uma posição capaz de mudar o curso de onde vem a beleza daquele que amamos.

É como uma flor de rara beleza, que se você arrancá-la do Jardim que proporciona tudo que ela precisa para ser linda e perfumada e colocá-la em um pequeno pote, ela simplesmente murchará e perderá o seu  encanto.

Quem Ama Cuida (Linda Reflexão De Vida)

Toda a riqueza e o conforto de que dispunha não fazia daquela jovem princesa uma pessoa plenamente feliz. Faltava-lhe algo e havia um imenso e angustiante vazio em sua vida!

Aflita, a herdeira do Trono mandou chamar um ancião conhecido por sua experiência. Ela confessou-lhe uma inquietação e rogou-lhe ajuda. Aquele velho sábio sorriu e então explicou:

“Está bem, está bem alteza. Daqui a três luas nascerá no jardim, ao amanhecer, a mais bela flor que os seus verdes olhos já viram. Ela será uma rosa encantada que trará para si a beleza, o perfume e também o encantamento que lhe dará alegria e a levará a viver melhor.”

A jovem sorriu agradecida, mas o velho sábio, porém, a advertiu:

“Olha, alteza, apenas tenha muito cuidado! A flor será sua e cabe-lhe o dever de cuidar dela! Caso contrário, você a perderá e também perderá o seu encanto!”

A jovem aguardava ansiosa o momento de conhecer aquela flor encantada, a flor que lhe traria alegria todos os dias. Todos os dias ela ia até o jardim para ver se não teria nascido a sua rosa. Entretanto, encontrava apenas flores comuns.

Mas, na data prevista e aos primeiros raios do amanhecer, fez-se um burburinho no jardim bem sob a janela da jovem princesa, ela irritada levantou-se e foi até a sacada para pedir silêncio. Mas, ao abrir a janela viu em meio a grama o motivo do falatório: era uma flor como jamais houvera antes naquelas paisagens.

Era realmente uma flor sem igual e não se assemelhava às outras em nada, nem no tamanho, na cor, nem no aveludado das suas pétalas e muito menos no seu perfume!

Aquela jovem vestiu-se às pressas, desceu as escadarias a passos rápidos e atirou-se de joelhos na grama maravilhada com a beleza da flor, beijou-lhe as pétalas suavemente e inalou o seu delicioso perfume. Ordenou o jardineiro que ele desse um tratamento todo especial, o melhor adubo, a água mais fresca do Palácio e quase todo o reino foi chamado para conhecer aquela flor encantada, desde os súditos até a Sua Majestade, o grande Rei.

Todos queriam ver aquela rosa que se falavam tão grandes coisas e, por isso, aquela jovem mandou chamar um guarda para que houvesse sempre um soldado ao lado da flor, evitando que alguém a maltratasse ou então que roubasse.

Mesmo assim, muitos e muitos curiosos se amontoavam em torno da flor observando, inalando o seu perfume e apreciando a sua beleza.

Um dia, aborrecida com tantos visitantes, a princesa dispensou então o soldado e aguardou anoitecer. Quando a noite estendeu o seu manto negro sobre o castelo, ela voltou ao jardim, arrancou dali a sua Rosa Encantada, levou-a para o seu quarto e a plantou em um vaso de ouro cravado de gemas de valor, trabalhado pelo mais competente artista de todo aquele reino.

Enfim, pensou a princesa sorrindo: “Agora a rosa é só minha!”.

E ela passou a madrugada toda acariciando a sua flor, não recebia mais criados, amigos e nem mesmo seus pais. Estava feliz, finalmente aquela rosa era só sua!

Todavia, logo ao cair da tarde daquele dia a flor começou a apresentar mudanças. Seu perfume alterou-se,  sua cor escureceu e as suas pétalas enrugaram. Todas as tentativas para reavivá-la foram em vão e na manhã seguinte aquela rosa estava morta.

E, infeliz, aquela jovem princesa chorou tardiamente arrependida…

Essa pequena parábola retrata a vida de muitos e muitos casais nesse mundo. Diante das alegrias de nossas vidas, o ciúme tem sido sempre o mal companheiro. É importante que você aprenda que, podemos capturar o pássaro, mas nunca a alegria do vôo.

Nós podemos armazenar a água, mas jamais as ondas!

Lembre-se, a borboleta aprisionada simplesmente morre. Aquele que ama o sorriso do outro nunca exige um semblante fechado.

Pois, quem ama cuida, mas também liberta!

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