JANELAS VÍDEO POEMA VERSÃO DECLAMADA

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JANELAS VÍDEO POEMA DA ESCRITORA BASILINA PEREIRA

VERSÃO DECLAMADA

JANELAS

Viajo num tempo de sensações desencontradas
em que a ausência de amanhã navega em alma rachada,
qual bêbados que se inspiram no fundo do cálice.

Ao redor, há tantas mágoas,
como há estrelas no céu. Há angústias, lágrimas,
abraços comovidos de quem não quer partir.

Percebo que algo está errado: há tantas certezas
e eu não tenho nenhuma, sou príncipe sem realeza
à procura do limite entre a lucidez e a loucura.

Escrevo versos inúteis, procuro a letra que mata
a dúvida, a tristeza e desate o nó destas mágoas
para que se abram as janelas e eu possa ver os girassóis.

Basilina Pereira

Planilha de Estudos Para OAB

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