Vídeos Que Fazem a Diferença


Vídeos (Vídeo Clipe)

Um breve comentário de Vídeos de Amor.

Há alguns anos atrás, surgia entre os canais de televisão por assinatura a MTV – Music Television brasileira. A emissora trazia uma nova forma de comunicação “cultural” que veio a ultrapassar os limites da forma de linguagem imagem/som e a se tornar um estilo de vida, atitude e comportamento para o público jovem.

Sempre utilizando o modelo norte-americano de criação de atrativos programas de entretenimento, as MTVs do mundo todo hoje são o celeiro experimental para músicos verdadeiramente artistas ou não. E isso tudo através de alguns valiosos minutos de música infiltrado nas milhares de possibilidades de imagens que os vídeos oferecem.

Como se não bastasse a ascensão extremamente flexível, ilimitada e descontrolada da indústria fonográfica mundial, transformando grandes artistas em meros produtos de diversão, o surgimento do vídeo clipe (com algumas importantes exceções) reanima fervorosamente esse mercado.

A partir do momento em que o músico – cantor, cantora, ou quem quer que seja – tem a abertura e a liberdade da utilização da imagem como fonte de renda para si próprio, ele não hesita em pensar como um verdadeiro empresário de Hollywood. Subestima, assim, a inteligência de um público teenager muito mais esperto do que se imagina (ou nem tanto assim).

aerosmithUm exemplo disso? O vídeo clipe da música “Fly Away From Here”, do Aerosmith. Uma banda consagrada, que tem seu valor significativo dentro do rock mundial e que falhou ao gastar uma quantia de dinheiro absurda nesse clipe. Uma confusão de imagens computadorizadas que esbanja uma tecnologia extremamente exagerada e inútil. Isso acontece a todo momento, até mesmo com artistas que não precisam necessariamente dessa apelação para aparecer na mídia. Assim como também acontece com toda aquela banalidade sustentada por centenas de Britney Spears e Backstreet Boys; frivolidades que se ploriferam pelo mundo da música (ou seria um “projeto de música”?) a todo instante.

Desta forma, o vídeo clipe se deixa levar por um caráter promocional, que durante muitos anos foi trabalho e competência única e exclusiva do rádio. No entanto, o rádio ainda não explorava de forma tão cruel o caráter comercial das músicas. Ao menos, tinha uma trajetória um pouco mais “limpa” e tradicional da cultura popular, que o universo dos vídeo clipes jamais seria capaz de alcançar.

No entanto, não devemos nos esquecer de certas exceções, que honram o universo do vídeo clipe e muitas vezes ultrapassam até mesmo os limites da própria canção. Isso se torna explícito no clipe da música “Do the Evolution”, do Pearl Jam. Uma verdadeira obra prima, feita através de animação, que questiona a evolução do homem e do mundo, desde seu surgimento.

Uma combinação de música, ritmo e imagens perfeitamente relacionadas, em alguns poucos minutos, muito bem ocupados. Outro exemplo seria um dos mais recentes clipes da banda, da música “I am Mine”, que opta por uma simples gravação em estúdio, trazendo para uma performance todo o espírito e a intensidade que a canção expõe.

Seguindo essa linha, muitos outros artistas e bandas merecem destaque. Entre estes estão os ingleses do Radiohead, com o vídeo da música “Fake Plastic Trees”; os veteranos do R.E.M, com “Losing my Religion”, “Imitation of Life” e “Everybody Hurts”; Beatles, com “Free as a Bird”; Strokes, com “Last Nite”; Nirvana, na genial “Heart Shaped Box”, entre outros grandes nomes como Moby, Prodigy e U2.

Uma boa produção, direção, edição e execução de um vídeo clipe não dependem necessariamente de milhões de dólares, nem de verdadeiras atuações dos cantores, historinhas estúpidas e muito menos de um espetáculo de cores, brilhos e mulheres gostosas.

Um bom clipe só precisa de uma boa idéia e um capital mínimo para que esta se concretize. Muitas vezes uma mera performance do artista já diz tudo e mais um pouco. Assim fez o Barão Vermelho, no clipe da antológica “O Poeta Está Vivo”, onde uma câmera, captando imagens da banda tocando em um estúdio, já mostra toda a essência, beleza e o espírito da canção.

Outras vezes, imagens dispensam qualquer interpretação fútil da banda e vão mais fundo no conceito da obra por si só, como fez o Rappa nas músicas “Instinto Coletivo” e “A Minha Alma”. Seguindo esse padrão, Lenine também não fica atrás, com o video da belíssima “Paciência”.

pearl jamEnfim, assim como os vídeo clipes desprezíveis que se proliferam incessantemente, produções muito interessantes também tem o seu lugar reservado nesse meio. O único problema é que, muitas vezes, assim como em uma novela ou filme exibidos em um canal de televisão aberto, os vídeo clipes em canais pagos também vêm dando prioridade ao que gera maior audiência.

É muito difícil analisar qual clipe e qual música tem de fato caráter e intenção comercial, qual produção vale mesmo aqueles preciosos minutos que ela ocupa, principalmente quando o gosto pessoal de cada um está envolvido nesse tipo de julgamento.

O fato é que, desde que música e imagem se completem artisticamente, que o próprio artista tenha uma visão estética apropriada para sua música e que sua “aura” seja preservada, ainda podemos contar com algumas obras-primas sendo produzidas (custando ou não muito dinheiro, usando ou não tecnologia, sendo ou não comercial).

O poder da imagem é por si só muito forte, quando unido então com a essência de uma boa canção, só tende a causar o que toda verdadeira obra de arte proporciona: um intenso encontro com si mesmo e sem limites, em uma esfera que nosso pensamento racional está longe de compreender.

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